Descobrir uma gravidez muda tudo. A forma como a gente olha para o corpo, para a rotina, para a comida. Aquela pergunta simples do dia a dia — “o que eu vou comer hoje?” — passa a vir acompanhada de outra, bem mais importante: “isso é seguro para o meu bebê?”
Nesse aspecto, se você está grávida, é bem provável que já tenha ouvido mil opiniões diferentes. Uma pessoa diz que pode, outra diz que não pode, alguém conta uma história assustadora, outra fala que comeu a vida inteira e “não deu nada”. Mas, mo meio disso tudo, fica a confusão, o medo de errar e até a culpa.
A verdade é que não se trata de pânico, nem de perfeição. Mas, sim, trata-se de informação. Entender o que não pode comer na gravidez ajuda você a fazer escolhas mais seguras, com mais tranquilidade e menos ansiedade.
E então, vamos agora conversar sobre isso com calma.
Comer na gravidez não é sobre “proibição”, é sobre cuidado
Antes de entrar nos alimentos que devem ser evitados, vale alinhar uma coisa importante: ninguém espera que a gestante seja perfeita. Comer algo “não recomendado” uma vez, sem saber, não faz de você uma mãe irresponsável.
Mas, o que realmente importa é ter consciência no dia a dia.
Alguns alimentos oferecem riscos maiores durante a gravidez porque:
- podem conter bactérias ou parasitas;
- aumentam o risco de infecções;
- interferem no desenvolvimento do bebê;
- sobrecarregam o organismo da mãe, que já está trabalhando dobrado.
Dessa forma, é importante que você saiba o que não pode comer na gravidez. Vamos falar sobre isso, de forma clara e sem exageros.

1. Carnes cruas ou malpassadas: por que é melhor evitar
Aquele churrasco de domingo, o bife malpassado… tudo isso costuma levantar dúvidas.
Durante a gravidez, carnes cruas ou malpassadas devem ser evitadas porque podem conter bactérias e parasitas que, para um adulto saudável, às vezes não causam nada, mas para o bebê podem ser perigosos.
Isso inclui:
- carne bovina malpassada;
- frango mal cozido;
- peixe cru;
- pratos com carne crua ou “selada”.
Alternativa segura:
Opte por carne bem passada, cozida ou assada, sem partes rosadas ou cruas. Não precisa abrir mão da proteína, só mudar o preparo.
2. Peixes crus e frutos do mar: atenção redobrada
Sushi, sashimi, ceviche… muita gente ama. Mas, infelizmente, não são indicados durante a gravidez.
O problema não é o peixe em si, mas o risco de contaminação por bactérias e parasitas, além de possíveis metais pesados presentes em alguns peixes.
Frutos do mar crus ou mal cozidos também entram nessa lista.
Alternativa segura:
Peixe bem cozido ou grelhado: Se você gosta de comida japonesa, versões quentes, como, por exemplo: yakisoba ou peixe empanado e frito, costumam ser opções mais seguras.
3. O Que Não Pode Comer na Gravidez: Ovos crus ou mal cozidos
Muita gente nem percebe, mas ovos crus aparecem em várias receitas do cotidiano.
Eles podem estar em:
- maionese caseira;
- mousses;
- sobremesas com ovo cru;
- massas ou bolos mal assados.
O risco aqui é a presença de bactérias que podem causar infecções intestinais fortes, algo que a gestante deve evitar.
Alternativa segura:
Opte por ovos bem cozidos, com a clara e a gema firmes. Alérm disso, Prefira alimentos industrializados confiáveis quando a receita tradicional leva ovo cru.

4. O Que Não Pode Comer na Gravidez: Leite cru e queijos não pasteurizados
Queijos artesanais, leite direto da fazenda, produtos caseiros… tudo isso parece natural e saudável, mas na gravidez exige cuidado.
O leite cru e os queijos não pasteurizados podem conter bactérias perigosas para o bebê.
Isso inclui alguns tipos de:
- queijo fresco feito sem pasteurização;
- leite não industrializado;
- derivados caseiros sem controle de higiene.
Alternativa segura:
Opte por Leite pasteurizado e queijos industrializados de procedência conhecida. Além disso, sempre confira o rótulo.
5. Embutidos e carnes processadas
Presunto, salsicha, salame, mortadela… são práticos, baratos e comuns na rotina. Mas durante a gravidez, devem ser consumidos com muita moderação ou evitados.
Uma vez que, esses alimentos:
- contêm muito sódio;
- passam por processos que aumentam o risco de contaminação;
- podem favorecer retenção de líquido e pressão alta.
Alternativa segura:
Carnes frescas bem cozidas, frango desfiado, carne moída preparada na hora.
6. Fígado e alimentos ricos em vitamina A
Aqui muita gente se surpreende. O fígado é nutritivo, mas durante a gravidez o excesso de vitamina A pode ser prejudicial ao bebê.
Por isso, o consumo frequente de fígado não é recomendado.
Alternativa segura:
Busque por outras fontes de nutrientes, como, por exemplo: legumes, verduras e carnes comuns, porém, sem exageros.
7. Bebidas alcoólicas: melhor evitar totalmente
Esse é um ponto importante. Não existe quantidade segura de álcool na gravidez.
Mesmo pequenas doses podem interferir no desenvolvimento do bebê. Por isso, a recomendação é evitar completamente:
- cerveja;
- vinho;
- drinks;
- qualquer bebida alcoólica.
Alternativa segura:
Busque beber sucos naturais, água aromatizada, água natural e frutas.

8. Cafeína em excesso
Café, chá-preto, chimarrão, refrigerantes e energéticos contêm cafeína. Na gravidez, o excesso deve ser evitado, pois pode causar:
- agitação;
- dificuldade para dormir;
- impacto no desenvolvimento do bebê.
Alternativa segura:
Busque reduzir a quantidade diária, optando por versões descafeinadas e aumentando o consumo de água.
9. O Que Não Pode Comer na Gravidez: Alimentos crus mal higienizados
Saladas são ótimas, mas precisam de atenção. Frutas, verduras e legumes devem ser muito bem lavados antes do consumo.
O risco aqui está em parasitas e bactérias presentes na terra ou na água contaminada.
Alternativa segura:
Higienizar corretamente, usar solução adequada para verduras e evitar consumir alimentos crus fora de casa quando não houver confiança na higiene.
Mas quando a vontade bate?
Gravidez também é fase de desejo, de vontade estranha, de querer algo específico no meio da noite. Isso é normal.
Nesse sentido, o segredo não é se culpar, mas, sim, equilibrar. Se bater dúvida sobre algum alimento, vale sempre pensar:
- foi bem preparado?
- é de procedência confiável?
- posso substituir por algo mais seguro?
Dessa forma, a informação traz tranquilidade.
Conclusão: informação é cuidado, não medo
Saber o que não pode comer na gravidez não é para gerar pânico, e sim para trazer segurança. Cada escolha consciente é uma forma de cuidado com você e com o bebê que está chegando.
Lembre-se: cada gravidez é única, cada mulher vive esse momento de um jeito diferente. Informar-se, adaptar a rotina e respeitar seus limites fazem toda a diferença. Dessa forma, sempre busque conversar com seu médico sobre alimentação na gestação, faça os exames de pré-natal, e cuide sa sua saúde e de seu futuro bebê.
Você não precisa ser perfeita. Precisa apenas estar presente, atenta e acolher esse momento tão especial na sua vida, com carinho.
E então, como está a sua alimetnação na gestação? Deixe seus comentários e continue nos acompanhando, com outros artigos desse blog! Até mais!


